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sábado, 23 de julho de 2016

A IMPUREZA DO AMOR

Ah, mas eu te amo...


                                      Te amo!
                               Te amo! Te amo!
                                    Te amo!

com a ignorância de um sábio.
com a impaciência de um monge.
com a incapacidade de um vitorioso.
com as ardentes chamas  de um iceberg.

Te amo !
Te amo! Te amo!
Te amo!

com a astúcia de um ser inanimado.
com a presença de espírito de um criado-mudo.
com a certeza de um amanhã definido.
com o frescor de um escaldante deserto

Te amo!
Te amo Te amo!
Te amo!

com a sonoridade do silêncio.
com o apurado paladar do insípido.
com a clareza do abismo.
com o estrondo volitar de uma pétala.

Ah, mas como te amo...
Te amo!
Te amo! Te amo!
Te amo!

com a mansidão de uma tormenta .
com as incolores listras do arco-íris.
com a constância de uma metamorfose
com o limite do infinito.

Te amo!
 Te amo! Te amo!
 Te amo!

com  a candidez da imoralidade
com a fé Cristã de um ateu
com  fealdade da ternura
com a vitalidade de um  moribundo

Ah, mas eu te amo!

Porque com palavras posso articular
Então não me contenho e desando a gritar
Te amo ! Te amo ! Te amo ! Te amo!
A você , cabe confiar que
Te amo! Te amo Te amo ! Te amo!

E para sempre vou te amar.