Que santa inquietude é essa
Que ao meu espírito invade
Vem do fundo sem pressa
Reflete no peito, arde
O pensamento domina
E estranhamente liberta
A intimidade fascina
Mesmo recém-descoberta
Os desejos incontidos
Tornam-se alvo certeiro
Lampejos tão proibidos
Ocupam espaço inteiro
A mente então se apavora
Sofre e se cala o autor
Surge o escrito sem demora
E os poetas sentem dor
Mônica Jogas

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